Criar filhos felizes e confiantes não se resume apenas ao que ensinamos a eles—também envolve o que precisamos desaprender como pais.
Às vezes, sem perceber, mantemos hábitos que, em vez de ajudar, acabam prejudicando.
Achamos que estamos protegendo ou orientando nossos filhos, mas, na realidade, podemos estar minando sua autoconfiança e felicidade.
A boa notícia? Pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença!
Se você realmente deseja criar filhos que acreditem em si mesmos e se sintam seguros no mundo, está na hora de deixar para trás estes seis hábitos:
1) Sempre intervir para resolver os problemas
É natural querer proteger seus filhos das dificuldades.
Ninguém gosta de ver uma criança frustrada, triste ou falhando em algo.
No entanto, intervir constantemente para resolver os problemas deles envia a mensagem errada.
A confiança vem da experiência, e a experiência inclui desafios e fracassos.
Quando as crianças aprendem a enfrentar dificuldades sem uma solução imediata vinda dos pais, elas desenvolvem resiliência e confiança em suas próprias habilidades.
Em vez de resolver tudo por elas, tente oferecer orientação e apoio, permitindo que tomem a dianteira.
2) Elogiar apenas o resultado, e não o esforço
Eu costumava pensar que ajudar meus filhos significava dizer o quanto eram inteligentes sempre que tiravam uma boa nota ou faziam algo impressionante.
Como mãe/pai, eu queria fortalecer sua autoestima e fazer com que se sentissem orgulhosos.
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Mas então percebi algo preocupante: sempre que enfrentavam algo novo e difícil, ficavam frustrados e queriam desistir rapidamente.
Era como se acreditassem que, se não fossem bons imediatamente em algo, então não eram inteligentes.
Foi aí que percebi que estava focando demais no resultado e não no esforço.
Pesquisas mostram que elogiar o esforço (“Adorei como você se dedicou nisso!”) ajuda as crianças a desenvolverem uma mentalidade de crescimento—a crença de que podem melhorar com prática e persistência.
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Agora, em vez de apenas celebrar a conquista, eu também destaco o trabalho que foi necessário para alcançá-la.
3) Usar o medo para controlar o comportamento
Pode ser tentador recorrer ao medo para disciplinar as crianças—ameaçar punições, alertá-las sobre cenários catastróficos ou fazer com que tenham medo de falhar.
Mas criar filhos baseando-se no medo não constrói confiança—cria ansiedade.
Estudos mostram que crianças frequentemente disciplinadas com táticas baseadas no medo têm níveis elevados de estresse e maior dificuldade com a autoestima na vida adulta.
Crianças precisam de limites, mas também precisam se sentir seguras.
Em vez de usar o medo, tente focar em expectativas claras, consequências naturais e conversas abertas.
Quando as crianças entendem o porquê das regras e das consequências, elas tendem a fazer boas escolhas não porque estão assustadas, mas porque fazem sentido para elas.
4) Compará-las com os outros
É fácil cair no hábito de comparar seu filho com irmãos, colegas de classe ou até mesmo com sua própria infância.
Você pode pensar que apontar o comportamento ou o sucesso de outra criança servirá como motivação—mas, na maioria das vezes, acontece o contrário.
Comparações fazem as crianças sentirem que não são boas o suficiente do jeito que são.
Com o tempo, isso pode levar à insegurança, ao ressentimento e à necessidade constante de validação externa.
Cada criança se desenvolve no seu próprio ritmo e tem seus próprios pontos fortes.
Em vez de compará-las com os outros, concentre-se no progresso individual e nas qualidades únicas de cada uma.
5) Exigir perfeição
Por muito tempo, para mim, errar era sinônimo de fracasso.
Não atender às expectativas—seja na escola, nos esportes ou em tarefas do dia a dia—parecia algo vergonhoso.
Levei anos para desaprender essa mentalidade, e a última coisa que quero é que meus filhos cresçam achando que precisam ser perfeitos o tempo todo.
Quando as crianças têm medo de errar, elas evitam correr riscos, tentam menos coisas novas e se limitam dentro da zona de conforto.
Mas o objetivo não é a perfeição—é o crescimento.
Em vez de focar no que deu errado, concentre-se no que pode ser aprendido.
Isso as ajuda a desenvolver resiliência e confiança na própria capacidade de lidar com desafios.
6) Descartar os sentimentos delas
Pode ser fácil minimizar os sentimentos de uma criança—dizer “não é nada demais” ou “você está bem” quando estão chateadas.
A intenção pode ser confortá-las, mas o que elas ouvem é que seus sentimentos não são importantes.
Quando as crianças sentem que suas emoções não são levadas a sério, começam a duvidar de si mesmas.
Elas podem reprimir os próprios sentimentos, ter dificuldade para se expressar ou acreditar que certas emoções são “erradas”.
Em vez de descartar os sentimentos delas, valide-os.
Dizer algo simples como “Percebo que você está muito chateado(a)” ajuda a criança a se sentir ouvida e compreendida.
Quando sabem que seus sentimentos são legítimos, crescem mais conectadas consigo mesmas e mais confiantes para lidar com os desafios da vida.
A confiança se constrói, não se dá de presente
As crianças não nascem confiantes—elas se tornam confiantes através da experiência, do apoio e da crença de que são capazes.
Psicólogos há muito tempo enfatizam a importância da autonomia no desenvolvimento infantil.
Quando as crianças têm a chance de tentar, errar e acertar por conta própria, desenvolvem um forte senso de autoeficácia—a crença de que podem influenciar sua própria vida.
Abrir mão de certos hábitos nem sempre é fácil, especialmente quando vêm de um lugar de amor e proteção.
Mas a verdadeira confiança não é construída ao proteger as crianças do desconforto—e sim ao permitir que elas naveguem pela vida com a segurança de que podem confiar em si mesmas.











